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Reforma Tributária: o que muda para pequenas empresas em 2026

  • Foto do escritor: Vania Renata Cardoso
    Vania Renata Cardoso
  • 24 de mar.
  • 7 min de leitura

Atualizado: há 3 dias

As principais mudanças da Reforma Tributária explicadas para pequenas e médias empresas.


Um empreendedor estudando a reforma tributária

A Reforma Tributária é uma das maiores mudanças no sistema de impostos do Brasil nas últimas décadas. O objetivo é simplificar a cobrança de tributos sobre consumo e reduzir a complexidade que hoje pesa na rotina das empresas. Hoje, negócios lidam com várias regras diferentes entre União, estados e municípios. Isso gera burocracia, retrabalho e dificuldade para manter controle fiscal.


Para pequenas e médias empresas, essa mudança impacta diretamente a gestão financeira e a forma como impostos entram no preço de produtos e serviços. A proposta busca criar um modelo mais simples e previsível, com menos tributos e regras mais claras. A transição começa em 2026 e será gradual, com implementação completa prevista para 2033.


Mas afinal, o que exatamente é a Reforma Tributária?



O QUE É A REFORMA TRIBUTÁRIA


A Reforma Tributária é uma mudança na forma como o Brasil cobra impostos sobre consumo. Hoje, empresas lidam com vários tributos diferentes, cada um com regras próprias. Cada imposto possui legislação específica, formas diferentes de cálculo e exigências distintas entre estados e municípios. Esse modelo cria um sistema complexo que exige controle constante das empresas.


A proposta da reforma é substituir esses tributos por dois novos impostos que seguem uma lógica mais simples. Esse modelo segue o formato de IVA, usado em diversos países, onde o imposto incide sobre o valor agregado em cada etapa da cadeia.


Na prática, isso significa que o imposto passa a acompanhar o fluxo da operação. Cada empresa paga apenas sobre o valor que realmente adiciona ao produto ou serviço. Esse formato reduz o efeito de imposto sobre imposto e cria mais clareza na apuração tributária. Para empresas que hoje lidam com sistemas fiscais fragmentados, a mudança busca trazer mais organização e previsibilidade no cálculo dos tributos.


Para o empreendedor, o ponto central da reforma é simples: menos tributos diferentes para administrar e regras mais claras sobre como os impostos são calculados. Nos próximos tópicos vamos detalhar o que muda na prática para pequenas e médias empresas.


QUAIS IMPOSTOS VÃO ACABAR


Depois de entender o que é a Reforma Tributária, surge a próxima dúvida prática: quais impostos deixam de existir com a nova regra.


Cada um dos tríbutos atuais possui regras próprias, bases de cálculo diferentes e obrigações específicas. Essa fragmentação aumenta a burocracia e exige controle constante da área financeira. A reforma busca reduzir essa complexidade.


Com a mudança, cinco tributos atuais serão substituídos gradualmente por dois novos impostos.

Os tributos que deixam de existir são:

  • PIS

  • Cofins

  • ICMS

  • ISS


Parte do IPI também perde função dentro do novo modelo. Esses impostos formam hoje a base da tributação sobre consumo no país e representam uma das maiores fontes de complexidade para empresas.


No lugar deles entram dois novos tributos:

  • CBS, que será administrada pelo governo federal.

  • IBS, que ficará sob responsabilidade conjunta de estados e municípios.


Na prática, a empresa paga imposto apenas sobre o valor que adiciona ao produto ou serviço. O imposto pago na compra de insumos vira crédito e pode ser descontado na etapa seguinte. Isso reduz o efeito de cobrança em cascata e traz mais clareza para o cálculo tributário.




COMO FICARÃO AS ALIQUOTAS DO CBS E IBS

A soma de CBS e IBS ainda será ajustada ao longo da transição, mas as estimativas atuais indicam uma carga total entre 26,5% e 28%. Dentro desse total, a CBS, de competência federal, deve ficar entre 8,5% e 8,8%, enquanto o IBS, de estados e municípios, deve variar entre 17,7% e 18,5%.


Em 2026, o sistema começa em fase de teste. As alíquotas iniciais são simbólicas, com 0,9% para CBS e 0,1% para IBS. Esse período serve para adaptação das empresas e dos sistemas fiscais, sem impacto relevante na carga tributária no primeiro momento.




QUANDO A REFORMA COMEÇA


A Reforma Tributária não entra em vigor de uma vez. O processo acontece de forma gradual para dar tempo de adaptação às empresas e aos sistemas fiscais.


A fase inicial começa em 2026, quando os novos tributos passam por um período de teste. Nesse momento, CBS e IBS começam a aparecer nas operações, mas com alíquotas simbólicas usadas apenas para adaptação do sistema.


Em 2027 ocorre a primeira mudança relevante: os tributos PIS e Cofins deixam de existir e passam a ser substituídos pela CBS. Nos anos seguintes começa a transição do ICMS e do ISS para o IBS. Esse processo acontece entre 2029 e 2032, com redução gradual dos impostos antigos e aumento progressivo do novo modelo.


A implementação completa está prevista para 2033. A partir desse momento, o sistema passa a operar totalmente dentro do novo formato de tributação sobre consumo. Para pequenas e médias empresas, esse período de transição será importante para revisar processos financeiros, adaptar sistemas de gestão e entender como os novos impostos impactam custos e preços.



O QUE MUDA PARA EMPRESAS DO SIMPLES NACIONAL


A resposta curta é: o Simples continua existindo. O modelo não foi extinto pela reforma. Pequenas empresas ainda podem usar o regime simplificado para unificar tributos e manter uma rotina fiscal menos complexa.


O que muda está na forma como os novos impostos entram dentro desse regime. Com a reforma, CBS e IBS passam a fazer parte da composição do Simples. Isso significa que, na maioria dos casos, a empresa continua pagando os tributos dentro da mesma guia única, o DAS. A diferença é que parte desse valor passa a representar os novos impostos sobre consumo.


Também surge uma possibilidade nova para algumas empresas: o modelo híbrido. Nesse cenário, o negócio pode escolher recolher CBS e IBS fora do Simples. Isso permite gerar créditos tributários para clientes empresariais que antes não conseguiam aproveitar esses créditos, especialmente em negociações B2B.


Essa decisão exige avaliar impactos operacionais e fiscais. Adotar o modelo híbrido pode exigir nova estrutura fiscal, investimento em capacitação da equipe, ajustes em sistemas de gestão e análise cuidadosa para entender se os benefícios competitivos superam os custos dessa mudança.




O QUE MUDA PARA MEI


Para quem atua como MEI, o impacto é menor. O regime do Microempreendedor Individual permanece praticamente igual. A estrutura simplificada de tributação continua funcionando da mesma forma, com pagamento mensal fixo e poucas obrigações fiscais.


Na prática, a reforma não muda o dia a dia do MEI no curto prazo. O foco das mudanças está nos tributos sobre consumo que afetam empresas maiores ou que operam em cadeias de produção mais complexas. Mesmo assim, acompanhar as mudanças continua importante, principalmente para quem pretende crescer e migrar para outros regimes tributários no futuro.



O QUE É CBS E IBS


A CBS, Contribuição sobre Bens e Serviços, será o imposto federal sobre consumo. Ela substitui tributos que hoje existem na esfera da União, principalmente PIS e Cofins. Já o IBS, Imposto sobre Bens e Serviços, ficará sob responsabilidade de estados e municípios e substitui ICMS e ISS. A lógica é concentrar vários tributos em apenas dois, com regras padronizadas e cálculo mais transparente.


Esses dois impostos seguem o modelo de IVA, usado em vários países. Nesse sistema, cada empresa paga imposto apenas sobre o valor que adiciona ao produto ou serviço. O imposto pago na compra de insumos vira crédito e pode ser descontado na etapa seguinte da operação. Isso reduz o efeito de imposto sobre imposto e facilita o controle da apuração tributária.




A REFORMA VAI AUMENTAR OS IMPOSTOS DA EMPRESA?


A proposta da reforma não define uma única alíquota fixa para todas as operações. A soma das alíquotas de CBS e IBS ainda depende de regulamentação e ajustes durante a transição. Por isso, o impacto pode variar conforme o setor e o modelo de negócio de cada empresa.


Empresas que hoje acumulam imposto em várias etapas da cadeia podem ter redução de carga em algumas situações, já que o novo sistema permite o aproveitamento de créditos ao longo da operação. Por outro lado, negócios com poucos insumos ou que atuam principalmente com prestação de serviços podem perceber mudanças diferentes na estrutura de custos.


Essa mudança leva a outra pergunta importante: serviços ficarão mais caros?




O PREÇO DOS SERVIÇOS VAI MUDAR?


Em muitos casos, sim.


Como a forma de calcular o imposto muda, empresas terão que revisar custos, margens e formação de preço. O impacto depende de fatores como cadeia de fornecedores, volume de insumos e regime tributário utilizado.


Para pequenas e médias empresas, o principal ponto será entender como o imposto aparece em cada etapa da operação. Revisar contratos, analisar custos e acompanhar a transição do sistema tributário será essencial para manter previsibilidade financeira e evitar surpresas na composição de preços.



O QUE FAZER PARA SE PREPARAR?


A transição será gradual, mas exige organização. Empresas que mantêm controle claro de vendas, compras e financeiro terão mais facilidade para entender o impacto dos novos impostos e ajustar a operação ao longo do tempo.


O primeiro passo é ter visibilidade real da operação. Isso inclui acompanhar receitas, custos, impostos e fluxo de caixa de forma organizada. Com os novos tributos, o controle de créditos e débitos ao longo da cadeia ganha ainda mais importância. Empresas que dependem de planilhas ou sistemas isolados podem enfrentar dificuldade para acompanhar essas mudanças.


Outro ponto importante é revisar processos financeiros e fiscais. A reforma altera a lógica de cálculo dos tributos sobre consumo, o que impacta diretamente a formação de preços, contratos e análise de margem. Ter dados organizados ajuda a entender onde estão os custos da operação e como cada etapa da empresa contribui para o resultado final.


Também vale acompanhar as regulamentações que surgirão nos próximos anos. A implementação completa da reforma acontece de forma gradual até 2033. Nesse período, novas regras e ajustes serão publicados, e empresas que mantêm gestão estruturada conseguem se adaptar com mais rapidez.



COMO O AMBERFY VAI TE AJUDAR


É nesse ponto que a tecnologia passa a ter um papel importante na gestão da empresa. O Amberfy foi criado para centralizar as principais áreas da operação em um único sistema. Vendas, financeiro, atendimento e gestão de projetos funcionam conectados, o que permite acompanhar o fluxo do negócio com mais clareza. Em destaque o módulo Financeiro que te entrega controle sobre notas fiscais e integração diretamente com a sua prefeitura.


Com os dados da empresa organizados em um único ambiente, fica mais fácil visualizar faturamento, acompanhar entradas e saídas financeiras e entender o impacto das decisões na operação. Essa visão integrada ajuda o empreendedor a manter controle do negócio e tomar decisões com base em dados, não em estimativas.


Mudanças tributárias fazem parte do crescimento de qualquer empresa. Quando a gestão está organizada, adaptar processos e acompanhar novas regras deixa de ser um problema e passa a ser parte natural da evolução do negócio. O Amberfy existe para apoiar essa jornada, simplificando a gestão e trazendo mais clareza para a rotina da empresa.

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